Em tempos hoje pouco conhecidos, nos dias em que a humanidade, não possuía nossos conhecimentos científicos atuais. Quando o homem se submetia ao medo, dos fenômenos naturais, e o odoravam como deuses, incapazes de serem controlados. Quando os lideres poderosos se protegiam atrás destes conceitos de divindade, para infringir domínio manipulador pelo medo, uma mudança imperceptível, porém radical aconteceu na história da humanidade.
O que não é possível de ser explicado, sempre impressionou o homem, aquilo que o homem não é capaz de controlar, sempre gerou medo, o que não se vê, produz ansiedade. Explicar, controlar, manter debaixo dos olhos, a distancia segura, são necessidades dos homens para a segurança, para o poder de controle. Às vezes a esperança está no que não controlamos, quando o imponderável transforma história.
Depois Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e chamou os anciãos de Israel, os seus cabeças, os seus juízes e os seus oficiais; e eles se apresentaram diante de Deus. Disse então Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do Rio habitaram antigamente vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor; e serviram a outros deuses. Eu, porém, tomei a vosso pai Abraão dalém do Rio, e o conduzi por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua descendência, e dei-lhe Isaque. (Js 24.1-3)
As bases do ensino de Josué, às tribos de Israel, estão fundamentadas no imponderável. A esperança, está na intervenção, quando o que não explicamos, controlamos, ou não está sobre as nossas vistas, intervém, transformando a história. Vejamos
Uma família, vivia, além do rio Eufrates, na antiga Ur dos Caldeus, região, considerada berço da história da civilização, parte da região conhecida como crescente fértil. Abraão filho desta família, nasceu a pouco mais de 2000 anos antes de Cristo. Um homem que aprendeu com a família, a servir a outros deuses. Esta expressão servir é importante por que fala de atos voluntários e práticos no culto a deuses da cultura familiar na civilização dos Caldeus, principalmente a deusa lua em Ur do caldeus e Harã.
Quem eram estes deuses? Normalmente representados por elementos da natureza, eles poderiam fazer o bem ou o mal, eram deuses que se faziam presentes em templos, onde algumas vezes apareciam nus representando a fertilidade como no caso de Ishtar (deusa da chuva, da primavera e fertilidade). Eram servidos por mágicas e adivinhações. Tinham por características suprir as necessidades de segurança do homem, em seu meio.
Mas o imponderável aconteceu, o incontrolável entrou na história. Uma comunicação intencional a Abraão, muda o destino da história deste homem. De alguma maneira, de alguma forma, Abraão entende que Deus ordenou uma mudança de sentido em sua vida.
Harã morreu antes de seu pai Tera, na terra do seu nascimento, em Ur dos Caldeus. Abrão e Naor tomaram mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher do Naor era Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de Iscá. Sarai era estéril; não tinha filhos. Tomou Tera a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram. Foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã. Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. (Gn 11.28-12.1)
Se compararmos os dois textos bíblicos acima, temos várias possibilidades de entendimento da história. Algumas coisas são concretas nas narrativas, outras nós supomos para melhorar o entendimento da história.
Ai está a esperança, quando o imponderável acontece, a história muda, a cultura é questionada. Fico supondo uma conversa entre Abraão e seu pai, penso que ela ainda deva ter acontecido em Ur (At 7.2). De alguma forma Abraão estava diferente, por algum motivo o filho já não era mais o mesmo, as coisas não se encaixavam mais. Terá pergunta, o que foi meu filho, e o filho sem querer afrontar o pai, mas entendendo a necessidade de explicar os fatos, responde: _ Deus falou comigo!
Na mente e na cultura histórica e familiar de Terá, a pergunta óbvia de sua sociedade seria: _ Qual Deus?
A dor e a angustia batem novamente no peito de um jovem, talvez casado talvez ainda não, mas ele sabe que o que está vivendo é algo inexplicável em sua sociedade. Mas ele responde, o improvável: _ O Eu Sou, o Senhor, o único Deus verdadeiro, aquele que não se apresenta as vistas humanas, o que não se pode explicar ou entender, Ele falou comigo!
O suor desce no rosto de um jovem, as duvidas estão no ar, a cultura foi questionada, o ensino de um ancião posto em xeque, como foi a reação do pai. A bíblia não se preocupa com estes detalhes, mas eles aconteceram na história, e transformaram o destino.
Uma outra pergunta mais simples de ser imaginada, com o pai se submetendo inteligentemente ao processo de entendimento dos novos fatos, pergunta: O que ele disse?
A tensão não acabou, a história está só começando e não sou capaz realmente de entender plenamente este drama. Mas lembro do que vivi, quando decidi ser pastor presbiteriano, por pura convicção da Cinthya, no ora minha noiva, nossos familiares presbiterianos nos disseram, fica, trabalha, vocês ainda vão se casar! Fiquei desempregado com alegria, nos casamos, e fomos sem certeza de sustento nenhum, fazer seminário.
Pior, foi quando minha vida mudou ainda mais, quando meu pai chegou para mim e disse: _ Filho tenho medo das decisões que você tem tomado em sua vida? Neste momento já tinha saído do emprego, feito seminário, me tornado pastor presbiteriano e agora mudado o rumo como pastorado normal de uma igreja para ser missionário na JOCUM, sonhando com a JOCUM Pantanal. Estava dirigindo, virei ao meu pai e disse: _ Eu também! Mas consigo caminhar em direção a mais nada. Ele colocou as mãos na minha perna, como quem diz conta comigo. Pelo menos foi isso que entendi.
Então Deus havia dito a Abraão, e ele estava conversando com o pai: _ Pai, Deus me disse para sair de casa. Com a pulga atrás da orelha disse Terá: _ para onde? Não sei pai!
_Filho, está me dizendo que um Deus que torna, todos os nossos deuses inúteis, entrou na tua vida! Conversou com você, um Deus que é diferente de tudo, não podemos explicá-lo, representá-lo, nem vê-lo, como sempre os nossos deuses foram. Esse quem nem somos capazes de entender, fez uma proposta que muda tudo?
_ Pois é pai, veja só? E Eu nem sei se o Senhor vai acreditar nisso ou não!
A história nos conta que terá muda com toda a família para harã. De alguma maneira o pai entende que deve sair com o filho, e assim a caminhada se dá até a terra que homenageia o avô de Abraão. Ur dos caldeus se tornada pequena para a família de Terá. Talvez o filho estivesse falando demais e manchando a reputação familiar. A história deveria seguir adiante, estava surgindo uma família que tem como Senhor, alguém extremamente diferente.
Na planície de Harã, em padã-harã, onde a memória da família é celebrada, a história da família não se completa. “Ora, tendo Labão ido tosquiar as suas ovelhas, Raquel furtou os ídolos que pertenciam a seu pai.”. Em Harã, ainda na mesopotânia antiga, se serviam a outros deuses. Abraão espera a morte de seu pai e segue a voz do Deus que lhe incomodava o íntimo.
Um jovem que virou uma família, que vai trilhar por caminhos antes nunca vistos na sua perspectiva cultural. O que até aqui esta história nos ensina.
1. Quem controlou a história para que Abraão saísse de Ur dos Caldeus em direção à terra Canaã, foi o Senhor. A humanidade precisa da intervenção para a transformação, mas a maior esperança está na intervenção de Deus. Quando Ele entra na história, alguma coisa acontece.
2. Famílias e culturas, devem ser transformadas, com a paciência do desenvolvimento na história, o que é, não precisa continuar sendo, o que deve ser, precisa da instrução de quem pensou primeiro para que fosse, o Senhor.
3. Quem disse que não havia graça, no antigo testamento, Abraão viveu tudo isso antes da lei, apenas na perspectiva da promessa, gratuitamente no amado.
Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado? Só isto quero saber de vós: Foi por obras da lei que recebestes o Espírito, ou pelo ouvir com fé? Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis? Será que padecestes tantas coisas em vão? Se é que isso foi em vão. Aquele pois que vos dá o Espírito, e que opera milagres entre vós, acaso o faz pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé? Assim como Abraão creu a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão. Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações. De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão. Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas, por elas viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito. Irmãos, como homem falo. Um testamento, embora de homem, uma vez confirmado, ninguém o anula, nem lhe acrescenta coisa alguma. Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo. E digo isto: Ao testamento anteriormente confirmado por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não invalida, de forma a tornar inoperante a promessa. Pois se da lei provém a herança, já não provém mais da promessa; mas Deus, pela promessa, a deu gratuitamente a Abraão. (Gl 3.1-18)
Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado? Só isto quero saber de vós: Foi por obras da lei que recebestes o Espírito, ou pelo ouvir com fé? Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis? Será que padecestes tantas coisas em vão? Se é que isso foi em vão. Aquele pois que vos dá o Espírito, e que opera milagres entre vós, acaso o faz pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé? Assim como Abraão creu a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão. Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações. De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão. Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas, por elas viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito. Irmãos, como homem falo. Um testamento, embora de homem, uma vez confirmado, ninguém o anula, nem lhe acrescenta coisa alguma. Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo. E digo isto: Ao testamento anteriormente confirmado por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não invalida, de forma a tornar inoperante a promessa. Pois se da lei provém a herança, já não provém mais da promessa; mas Deus, pela promessa, a deu gratuitamente a Abraão. (Gl 3.1-18)
4. Nossa vocação, não é definida por aquilo que queremos ter, também não precisa ser definida por nossos vínculos sociais, mas pelo Senhor, e pela Sua proposta para a história. Nós só temos vocação se a tivermos em direção ao “seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu”, a serviço do Reino.
5. A perspectiva histórica, não é um evento fatalista, que não pode ser mudado, nem transformado, mas a convicção de que meus atos hoje transformam o futuro em algo desejável, primeiro no coração do Senhor e depois compartilhado, àqueles que são agentes de transformação da história em direção ao propósito do Senhor.
6. A ciência propõe hoje o não-Deus, ou seja uma sociedade estabelecida pelo controle humano, do que vemos, explicamos e dominamos, isso não é uma novidade, assim era na antiguidade quando se faziam deuses, para servir ao propósito humano. A ciência então vai servir ao humano, no lugar dos deuses, e o homem pelo homem, construirá o futuro. Primeiro o homem, por deuses que servem ao homem, em favor do próprio homem, com a intervenção de Deus com Abraão, o homem que vai em direção ao que não entende submisso a Deus em favor do propósito de Deus, e agora a ciência, destituindo Deus, em favor do próprio homem. Afinal, quem propõe uma história diferente?
Vamos viver, vamos construir, vamos celebrar, vamos casar, vamos sonhar, “assim na terra como no céu”, seja feita a vontade Deus, onde há esperança, e não do homem.
Muito boa palavra...
ResponderExcluirescutar algo dentro de você sem saber se vai dar certo, e compartilhar com uma pessoa que não vai entender, é uma realidade muito próxima do cristão em todos os tempos...
eita!!! se for assim... então sou um!!!!