É eu tive um delírio! Ao tentar interpretar os tempos, procurando discernir os caminhos da história.
Hoje temos o povo nas ruas, e no meio do povo tem todo tipo de gente e eleitor. Temos também aqueles que usaram o FACEBOOK para criar as páginas de manifestação, espero realmente que eles não sejam partidarizados!
Temos os prós e os contras os que não entendem e os que acham que entendem. A esquerda totalitária e a direita egoísta. Aqueles que estão nas ruas e os que estão em casa, alguns querem outros fora da rua.
Temos o governo que quer se manter e se fortalecer afinal esta chegando a eleição e parece que a campanha já esta nas ruas. Mas também temos os governados que querem transformar.
Temos,
Uma nação a se encontrar,
Todos tem algo a falar,
Mas qual caminho trilhar,
Qual nação o Brasil vai se tornar?
Neste momento comecei a delirar, e me encontrei fora dos tempos e das épocas, olhei, vi e ouvi uma nação.
Vi uma nação que nenhum dos grandes teóricos sociais foram capaz de descrever, uma surpreendente expressão voluntária e popular de liberdade participativa que não foi pensada nas universidades. Vi a verdade e a confiança na comunicação.
Vi uma nação com professores mais valorizados que políticos e mais queridos que artistas e esportista. Vi escolas mais atraentes que palácios e mais inspirativos que os jardins mais famosos da história. Vi alunos realizados em um ambiente de descoberta, construção e transformação. Vi uma escola que ensinava a aprender e a descobrir o conhecimento para transformar a história.
Vi hospitais mais aprazíveis que hotel 6 estrelas, servindo toda a população. Vi profissionais protegidos pela segurança social e com capacidade de atender a todos com tempo suficiente, empoderados com todos os recursos possíveis e com pesquisa médica tão desenvolvida que é capaz de criar novas soluções e partilhar com o resto do mundo.
Vi novas tecnologias surgindo nas garagens das casas. Vi soluções para a humanidade sendo partilhadas como propriedade da humanidade, em todas as áreas da necessidade social. A época das marcas e patentes já havia passado, vi generosidade.
Vi um estado democrático de direito funcionando em todas as suas responsabilidades. Vi um sistema jurídico de confiança, solução e paz. Vi que todos eram responsáveis por seus atos e tudo se resolvia em menos de um ano. Vi magistrados como parte do povo, vivendo no meio do povo como agentes de paz e descanso. Vi restituição, restauração, reintegração e esperança para o povo.
Vi que as nossas cidades eram lugares aprazíveis de se estar, as nossas casas não eram mais os presídios de hoje, não tinham muros ou cercas, e os carros dormiam nas ruas, com a chave na ignição. Ninguém tinha mais do que precisava e menos do que deveria ter. Havia gozo e satisfação.
Vi que no lar se decidia a educação moral, social e espiritual. Vi inspiração e segurança para empreender, errar e aprender com os erros, Eu vi a fidelidade e a cumplicidade.
Vi as pessoas indo e vindo, de carro, a pé, bicicleta, ônibus, trem ou avião. Vi todos serem responsáveis uns pelos outros Todos sabiam aproveitar do privilégio de se locomover exercendo o direito de preservar a vida do próximo. Vi estradas por onde todos passavam, vi fluxos contínuos de trânsito e não ouvi a buzina. Eu vi a alegria.
Vi indústrias responsáveis com o meio ambiente produzindo a todo vapor, vi o comércio vendendo, e o serviço agradando, vi contratos cumpridos e a alegria no retorno do investimento. Vi a sociedade com capacidade de gastar sem precisar se endividar, vivendo a vida sem parcelas de financiamento.
Vi a produção no campo se multiplicar a cada ano, onde ninguém precisava de mais terra e todos estavam satisfeitos. Ví o índio preservando suas culturas e vi as crianças indígenas salvas da morte. Ví o agricultor e o índio juntos aproveitando e conservando, vi matas produzindo em pé e a terra produzindo onde não havia mata. Vi o animal silvestre preservado, mas também servindo de alimento. Vi águas fluírem limpas para beber, com peixes servindo para as vistas, a diversão e alimentação. Eu vi a bondade no campo.
Vi o mundo onde o ouro servia de asfalto, e o cofre do banco central vazio, vi as pessoas sendo mais importantes que as coisas. Um lugar onde o ter e a troca se davam pela generosidade e gratidão. Vi empréstimos sem juro, e pagamentos devolvidos para ajudar ao próximo, vi a terra voltar ao último dono como restituição. Vi o povo honrando um ao outro com oportunidade. Vi um país onde não havia classe social, não havia lugares melhores ou piores. Eu vi a benignidade beijar graça.
Eu vi gente, servindo a nação pelo desejo de servir, sem salários ou retribuição. Vi aqueles que abriram mão de ter mais para servir. Vi que não havia partidos políticos, mas as pessoas exerciam a capacidade de alimentar a paz, preservar o direito, manter a justiça, apenas representando o povo.
Vi um país dividido em pequenos setores, e de cada setor saía seus representantes, vi eleições sem gastos de campanhas, pois eram eleitos os vizinhos, aqueles que moravam entre o povo. Vi que de cada setor saía um morador para a nação, 1 para o município, e 1 para o estado. Gente do povo, abnegados, pessoas que muitas vezes pagavam para servir e nada recebiam em troca. Entre estes representantes o povo indicava o executivo, aquele que seguiria as ordens a serem cumpridas diante da necessidade da nação. Vi tudo funcionando. Vi a verdade nas relações sociais.
Vi todos trabalhando e todos recebendo, vi a valorização da dignidade humana, por simplesmente ser. Todos os dons e capacidades estavam disponíveis e todos eram retribuídos por ser. Ví só o preguiçoso sem comer, mas também vi a oportunidade disponível sendo rejeitada e vi a oportunidade aproveitada. Ví o político ser voluntário e o gari recebendo pela dignidade de ser.
Eu vi dignidade e satisfação, paixão e realização, respeito e cumplicidade.
Eu vi o prazer eu vi a liberdade.
Eu vi a sabedoria construindo na diversidade.
Eu vi a paz no contraditório e a paciência no aprendizado.
Eu vi o acordo e a discórdia, vi a amizade em meio a diferença.
Eu vi a vida sendo preservada com esperança.
Eu vi crianças correndo na rua.
Eu vi a Inclusão e a diversão de mãos dadas.
Eu vi o principal produto de exportação - a humanidade em suas relações sociais como jamais fora visto.
Eu vi uma nação.
Ao olhar a história, descobri que tudo tinha começado por apenas R$ 0,20, e a partir daquele instante uma nova nação começou a ser pensada, todas as relações foram reinventadas.
Mas pode ter sido apenas um delírio, afinal para vivermos tudo isso talvez precisemos reinventar o que é ser humanidade.
Precisamos de uma nova humanidade!