quarta-feira, 1 de maio de 2013

A perspectiva da família da aliança como agente transformacional: Porque eu sempre quis mudar o mundo!


Estava lembrando hoje dos sonhos que tive durante minha vida, as imaginações e as conversas que fizeram parte dela, logo depois nos momentos que comecei a entender o mundo que vivia. Os discursos feitos na praça, só entre os amigos, querendo mudar a política aos 14 anos; a vontade de ser guerrilheiro para acabar com a corrupção enquanto ia para a escola; o desejo profundo e sincero de uma utopia transformacional para implantar o paraíso social. Seria isso um dia possível?

Lembro que sempre acreditei em heróis, mas nunca os achei na vida real. Super homem, Batmam, Flash Gordon, eram os ideais da realização. Como diz a música, até que um dia acordei! Devia estar com 12 anos. Mas nesta época, o que o governo fazia com o país, não definia os valores que deveriam ser ensinados dentro de casa. Quem ensinava a moral, a honra, o valor do trabalho, o valor da educação e o que deveríamos entender por sexualidade era a família, ou como aconteceria a disciplina interna de um lar, eram os pais.

Este tempo passou, e a "Constituição do Povo", aquela feita como a expressão de um sonho de liberdade de uma nação, mostra-se cada vez mais como o instrumento da ingerência de um poder e de como este poder vai definir o que nós pensamos. Todos os ideais de ética e todos os votos outrora dados, e todas as vezes que me recusei a dar um voto, se tornaram nulos, ou sem sentido no caminho que percebemos hoje.

O tempo passou para mim também, e hoje ainda quero mudar o mundo, por outra perspectiva, implantando nele os valores e padrão bíblico. E hoje o que mais me chama a atenção a respeito do que leio e ouço no Brasil é a crescente campanha a favor da redução da maioridade penal. Parece que isso é reflexo do aumento do sentimento de insegurança. Então como mudar isso? Seria isso um dia possível?

Quantos anos tinha Davi, quando trabalhando para seu pai, salvou o rebanho de uma ursa e de um leão? Qual a Idade de Samuel, quando ele começou a ouvir Deus e liderar a história de uma nação? Qual a idade da irmã de Moisés, quando ela em obediência a mãe, salvou a seu irmão, na maior armação da história da humanidade? Qual a idade de Maria, quando o anjo avisou para ela que estava grávida?

Ainda que o tempo tenha mudado, a maneira como Deus dá responsabilidade para estes jovens adolescentes, mostra que Deus, muitas vezes vê as pessoas de uma maneira muito diferente da nossa. As dificuldades da idade, não trazem na bíblia a ação de Deus pela dó que se tem por causa das dificuldade, mas são vista como oportunidade para se formar o herói, para tomar as rédeas da história, de se construir o futuro.

Naquele tempo não era o estado que deveria nos dizer como pensar, mas a família que deveria achar o caminho para a construção do futuro de cada um. Então todos tinham responsabilidade com a família e com a vida com Deus, e a sua expressão na sociedade. Pergunte a mãe de Moisés e a Maria e José, o que eles achavam das decisões estatais de sua época. É por isso que para o pensamento cristão o estado não legisla no interior da vida familiar, e quem define os valores familiares são os pais. Isso incluiria a idade da criança começar a estudar, e os métodos a serem utilizados?

O conceito de responsabilidade construído dentro da família da aliança, é o principal valor para a libertação do Brasil do sentimento de insegurança e da própria insegurança. A família não é vítima, mas agente de transformação. Por isso, uma sociedade que transfere para o estado, a definição de como cada criança deve crescer e assumir responsabilidade, gera famílias dependentes e vítimas do ambiente, que sempre acham um culpado, mas nunca lutam para mudar a história, pois quem deve lutar é o estado criando mais facilidade. A responsabilidade esta na mão do outro, e eu só tenho que transferir minhas ações.

Existem muitos testemunhos bíblicos, que caminham na contramão desta história, dando a nós modelos de como devemos nos portar diante das demandas deste momento da história, mas gostaria de enumerar alguns pontos inegociáveis para a família da aliança:
  1. Na família da aliança, os país são os responsáveis em prestar contas a Deus pela direção dada às crianças;
    É importante lembrar, que os filhos foram dados por Deus, como herança aos pais, e são estes os responsáveis para a construção da história e por oportunizar o desenvolvimento dos dons das crianças na sua capacitação de agentes em sua própria história.
  2. Na família da aliança, abrir mão da disciplina, é privar a criança do amor.
    Na bíblia, a vara não deve ser retida de ninguém, e Deus é modelo para isso, porque Deus disciplina a todos quanto ama;
  3. Na família da aliança, ninguém é vítima da história.
    É dever da família, em Deus achar os caminhos para que todo o projeto de Deus na família se realize, e a partir da família haja transformação social. Devemos lembrar que a revelação bíblica que transformou a história no crescente fértil aconteceu primeiro com um jovem, - Abraão, mas se tornou uma família, - o Deus de vossos Pais - Abraão, Isaque, Jacó, e depois uma nação Israel.
  4. Na família da aliança, o mundo deve se alinhar com ela ou ela caminha contra a correnteza.
    Ser transformado, pela renovação da mente e não se conformar com o século que vivemos é o maior desafio da família da aliança. Dentro de casa, nós aprendemos de Deus, e entendemos os motivos para que vivemos no nosso tempo da oportunidade. Fomos gerados com os dons necessários para sermos transformacionais na época em que vivemos. É por isso que a minoria cristã, conquistou o império romano sem usar armas, e se perdeu quando deixou de ser família e preferiu ser império, e transferir responsabilidade.
  5. Na família da aliança, a sociedade encontra descanso.
    De quem é a responsabilidade pelo próximo? É minha, diriam os heróis da fé! O órfão, a viúva, o forasteiro, o estrangeiro, o doente, o necessitado, encontra descanso no próximo. Este é o ensino do amor, que devemos amar o outro, como a nós mesmo. Isto é poderoso, sair do privatismo, do isolamento e chorar com os que choram, rir com os que riem, servir de guarida.
  6. Na família da aliança, os heróis são inspirados.
    Pais visionários, mães influentes, homens e mulheres que preparam os seus filhos para servir a sua geração como Davi, são os grandes responsáveis, pelo mundo ocidental, pelas grandes transformações sociais da história da humanidade. Soluções como uma nação monoteísta, no antigo crescente fértil politeísta; um novo conceito de sociedade no meio da sociedade greco romana; a possibilidade da alfabetização de todos, de universidade para todos, de governos democráticos, abolição de escravos, a distribuição de renda do feudo para o povo, orfanatos, hospitais, sindicatos, heróis sociais e da fé.
  7. Na família da aliança, criação-redenção-consumação são os pilares da esperança
    Todos entendem o mundo a partir da mente do Criador, vivem no mundo servindo com os dons e talentos disponíveis pelo criador, a serviço do redentor, para que a humanidade seja tirada do império das trevas, e entenda o que é o Reino de Deus, até que o redentor volte para a consumação de todas as coisas. Não são passivos na história mas agentes transformacionais.

Enquanto você desenvolve os seus dons na caminhada da vida,não seja vítima, ou agente passivo na história à espera da volta do messias. Você vive no tempo oportunizado por Deus, para servir a sua geração com Deus e tem talentos assombrosamente desenvolvidos no milagre da criação no ventre de uma mulher, ou no desenvolver da sua história, potencializados e consolidados. Não seja vítima, seja transformacional, seja um herói da fé.

Não seja vítima para que quando chegar quase no fim dos seus dias, não esteja chorando os anos que se foram, e as oportunidades perdidas, alimentando o ócio sustentado pela aposentadoria, em um descanso depressivamente mortal e letal, que te leva a perder o significado e por fim a alegria de se viver no Senhor.

Não seja vítima, não espere dó. Dó não é um sentimento que surgiu do coração de Deus, amor sim, mas amor, gera agentes responsáveis na história. Deus não vai mudar de idéia diante das nossas irresponsabilidades, e a condenação eterna vai mostrar isso. Dó não é um sentimento que inspira a humanidade ao futuro, mas relega a humanidade ao coitadismo.

A grande dor da humanidade, a morte, é uma das grandes bençãos de Deus, para a capacidade criativa humana. A morte é responsável por criarmos condições para evita-la, ou por criamos melhores condições de vida. Deus não nos privou da morte por dó, Ele nos deu a morte como consequência do pecado, mas por amor usou a morte para nos desafiar a criatividade. Deus não nos privou do sofrimento por causa da dó, mas por amor nos deu o sofrimento e enviou Cristo como modelo para enfrentarmos o sofrimento, e ele venceu as aflições do mundo e a morte, e nos mostrou como fazer. 

Não aceite o coitadismo do mundo atual, não aceite o seu "carma", em todos os períodos de sua vida, e principalmente na velhice, viva, viva intensamente com o espírito dos profetas, dos apóstolos, dos mártires, dos avivalistas, dos puritanos, dos missionários, com o Espírito Santo do Senhor, inspirando sonhos, visões, desafios. É isto o que realmente transforma a história, viver agindo e marcando a história submisso à boa mão do Senhor.

Um comentário:

  1. Eu acredito que nos precisamos de revelação de Deus para compreender a sua vontade no que diz respeito a todos os aspectos da vida e de como ela deve ser vivida. Pois o homem só entende as coisas do homem porque lhe foi dado o espirito do homem , assim ninguém compreende as coisas de Deus se não pelo Espirito de Deus. Lembrando que as coisas de Deus lhes parecem loucura e não podem entende-las pois são reveladas através do Espirito.

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