sábado, 5 de janeiro de 2013

Eu tenho esperança


A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pelo romper da manhã! (Sl 130.6)
A hora mais escura da noite, é o momento em que o dia começa a clarear!


A esperança, é o grande tema da Bíblia. Nela o mau, a maldade, a capacidade do homem em multiplicar a aflição, a dor e o sofrimento alheio, em benefício próprio é contínuo e se assemelha ao fermento, que cresce contaminando tudo e a todos. Por isso os pães da Páscoa, deveria ser sem fermento, e as ervas para serem comidas deveriam ser amargas. Para que o povo pudesse lembrar que ele precisa de esperança.

O mau como uma categoria da vida, que é tanto implícito no homem, pois todos pecaram, como também é  uma pessoa que ensina, e proporciona a produção da maldade no mundo, e por isso é também o príncipe deste mundo, que jaz no maligno. Tudo isto está presente na humanidade, e só é controlado por que Deus, refreia o mau em sua misericórdia, que se renovam a cada manhã.

Neste aspecto, a bíblia se diferencia de todos os outros livros. O mau existe e o homem em sua natureza é essencialmente mau e produtor do mau a si mesmo, ao próximo e à sociedade e neste aspecto, sois filhos do “diabo”. 

Porém, contudo, entretanto, a maldade não se torna pior e ainda mais realizadora de seus feitos, porque Deus presente na história restringe o mau, gera graça e perpetua a bondade, e a humanidade só retorna à verdadeira humanidade, quando ela o é em Cristo Jesus, na imitação do mestre e na representatividade do mestre no dia a dia.

O sol nasce para todos, a chuva vem em todas as plantações, as catástrofes também. Então todos no mundo ao construirmos a nossa história em direção a esperança, ou a saudade que temos do ideal. Quando cantamos o amor, ou quando expressamos conceitos de sociedade no anseio pela justiça, na realidade temos saudade da sala do trono do criador, o ambiente da eternidade. Mas nunca chegamos ao consenso, e sempre escolhemos pelo mau menor.

Vejamos a história que Mato Grosso vive por esses dias, a mais de 1064 quilômetros de Cuiabá. Em 1960 os agricultores, eram os heróis da conquista das novas fronteiras agrícolas, construíram vidas, morreram pela malária, defenderam os limites da terra e produziram herança para os filhos e impostos para a nação. Ocuparam terras de índios, e o governo ajeitou novas terras para estes que são colocados de lado. Um erro do passado.

Agora a justiça repara um erro, quase cinquenta anos depois, provavelmente a primeira geração de agricultores já morreu, ou vendeu a terra, ou é velho para trabalhar. Crianças cresceram no lugar, elas não tem nada a ver com isso, mas como o passado não pode conviver com o presente e o presente tem que corrigir o mau menor, vamos criar um mau para restituir o passado. A escola foi fechada, uma ferida aberta na nova geração. Os heróis do passado são os vilões do presente e os filhos da nova geração não podem nem mesmo dizer que tem herança, pois a herança lhes foi tirada.

Quando haverá paz no campo? E a bandeira do Brasil, foi queimada por aqueles que gostariam de ser brasileiros.

No mundo inteiro é assim, a maldade exige justiça, mas a justiça gera nova maldade, e se torna incapaz de gerar a paz. E ainda tem gente que espera no próprio homem para que a humanidade consiga gerar a própria humanidade como ela deveria ser.

É por isso que o cristianismo, se distância de todas as outras religiões, ou filosofias, ou capacidade de entendimento do mundo. Em todas elas é o homem, que é capaz de alcançar a esperança, e construir o seu direito de ir para o seu ideal individual, seja na reencarnação, ou com 70 virgens, ou com justiça social para todos.

Na bíblia, pelo homem, a maldade aumenta desenfreadamente e sem limite até a interferência de Deus (Gn 6.5). Como na torre de Babel, ou mesmo no dilúvio. Enquanto a humanidade pensar a humanidade pela própria humanidade, viverá momentos áureos da lembrança que existe nela da sala do trono do Criador, mas nunca será realmente humanidade. A sociedade humana carece de um referencial, de um norte, uma régua balizadora extra homem, que chama a humanidade à razão de quem ela é.

Aí nasce a esperança, pois ainda que não podemos confiar plenamente, em nós mesmos, ou em nosso coração que é enganoso, podemos olhar para o que deveríamos ser, mas ainda não somos. Para os modelos didáticos da interferência de Deus na história, contando e ensinando como seria se fôssemos capazes de realmente aprender e repetir os Seus ensinos.

Costumo dizer que no homem, existe um buraco existencial do tamanho de Cristo, e que somente no reconhecimento da nossa necessidade de Cristo é que aprenderemos a ser realmente quem nós deveríamos ser, em todo o nosso potencial para a transformação deste presente século para que “venha o Teu Reino”.

No aspecto social, a sociedade tem um vácuo do tamanho, da ausências dos agentes, embaixadores de Cristo nesta sociedade. É a presença de um povo, que vive com a mente de Cristo, e que olha o mundo com os óculos de Deus, que é a única esperança para a sociedade. Pena é que o joio, está no meio do trigo, e muitas vezes o joio é o maior marketing a respeito deste povo.

Um povo santo que não é perfeito, e que erra, e tem errado na história, e muitas vezes os seus erros prejudicam. A humanidade em cristo é a esperança da sociedade, a sociedade a partir da mente de Cristo é o modelo a ser almejado, mas não é perfeito e não será perfeito a não ser em Cristo e no Seu retorno para implantar a consumação de todas as coisas.

Então o que fazer: Seremos agentes do Reino, nenhum herói da fé foi passivo em sua sociedade, vamos submeter tudo ao Rei. Em todas as áreas da nossa vida, a nossa mente, através da nossa capacidade de criar o mundo vai propor a refundação de toda a sociedade.

Através do “sacerdócio universal de todos os santos” os embaixadores de Cristo, presentes na sociedade, para lembrar do “céu”, como agentes do reino, vão propor, cada um em sua área específica modelos de refundação social, que transformem o ambiente em direção à proposta de Deus na sala da eternidade, tendo por base a revelação do que deveria ser uma nação em Moisés, de como deveria ser um governo em Davi, ou como servir uma geração imitando os apóstolos. Mas principalmente como ser a humanidade, como Cristo demonstrou, amando mais a Deus que a própria vida, estando disposto a morte e morte de Cruz.

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